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Os Nutrientes nas Plantas

27/07/2019

          Todos sabemos que a nutrição é um assunto importante quando falamos de seres humanos, pois diariamente ouvimos dicas e lemos textos que nos ajudam a ter uma alimentação saudável e balanceada. Com as plantas não é diferente, pois o metabolismo, estrutura das células, resistência ao clima e doenças, quantidade de produtos finais exportados (grãos, frutos, etc.) ou até mesmo a qualidade das sementes, dependem diretamente de uma nutrição adequada e com as proporções corretas.

 

 Figura 1: Adubação manual de plantas em vasos (fonte: Mundo Husqvarna).

 

          Na produção de grãos, diferentes cultivos terão demandas por nutrientes em diferentes proporções, e parte dessa demanda estará disponível no solo e outra parte deverá ser suplementada através da aplicação de fertilizantes. No geral, a análise laboratorial de amostras colhidas em campo poderá informar qual a disponibilidade de cada nutriente no solo, e com isso é possível calcular a quantidade necessária de fertilizantes a serem aplicadas para se obter o rendimento esperado.

 

          Vale lembrar que o cálculo da adubação não irá depender apenas das amostras de solo, como também da variedade do cultivo em questão, produtividade esperada e proporções do peso do nutriente extraído para cada tonelada de grãos produzida.

Classificação

 

          Existem grandes diferenças de demandas entre os nutrientes por uma mesma planta, sendo conhecidos como macronutrientes aqueles que são absorvidos em maiores concentrações, como o nitrogênio (N), fósforo (P) e o potássio (K), também conhecidos como macronutrientes primários e o cálcio (Ca), magnésio (Mg) e enxofre (S), também conhecidos como macronutrientes secundários.

 

          Os nutrientes exigidos em menores concentrações são conhecidos como micronutrientes e são o boro (B), cloro (Cl), cobre (Cu), ferro (Fe), manganês (Mn), molibdênio (Mo) e o zinco (Zn). No entanto, mesmo com essa classificação, não podemos confundir a quantidade demandada com sua importância no desenvolvimento das plantas, pois os micronutrientes são tão importante quanto os macronutrientes, mas exigidos em menores quantidades e sua ausência ou insuficiência pode causar perdas de produtividade ou até mesmo impedir as plantas de completarem seu ciclo biológico e não gerar frutos ou grãos conforme o esperado.

 

          Todos os nutrientes já citados são considerados essenciais, ou seja, são necessários para que o desenvolvimento das plantas ocorra corretamente, mas existem outros, conhecidos como não essenciais ou complementares, que consistem de elementos que podem ser benéficos, mas que sua ausência não irá causar deficiência no desenvolvimento das plantas, sendo eles o sódio (Na), o silício (Si) e o cobalto (Co).

 

 Figura 2: Na cultura de milho, mesmo que o silício não seja um nutriente necessário, sua aplicação pode favorecer melhorando a rigidez de suas paredes celulares, ajudando a proteger as folhas e colmo de danos causados por pragas e doenças.

Efeitos nas plantas

 

          Quando há carência ou excesso de nutrientes nas plantas, estas irão apresentar sinais visuais específicos, principalmente em suas folhas, flores, caule ou raiz, podendo variar forma, tamanho e coloração de acordo com a deficiência em questão. Por esse motivo, é importante saber as propriedades e função de cada nutriente, pois isso irá facilitar e agilizar diagnósticos.

 

          Estão listados abaixo os macronutrientes primários e suas principais funções na planta, bem como os sinais apresentados por uma eventual deficiência.

 

- Nitrogênio (N):  é o nutriente absorvido em maior quantidade pelas plantas, e está presente durante todo o ciclo de vida dos vegetais, sendo um elemento primordial da constituição das proteínas e da clorofila, ou seja, afeta diretamente na estrutura da planta e na fotossíntese, processo no qual a energia solar é utilizada para a sintetização de açúcares. A carência de nitrogênio irá causar grandes perdas de produtividade e o principal sinal apresentado é o amarelecimento (clorose) das folhas mais velhas. Já o excesso causará uma coloração mais escura nas folhas e também um crescimento vegetal exagerado, podendo resultar em riscos de acamamento (tombamento) da cultura.

 

- Fósforo (P):  assim como o nitrogênio, o fósforo também atua na formação de compostos orgânicos e produção de energia, além de ser essencial para a respiração, divisão celular e auxiliar na resistência estrutural do caule. A falta deste elemento irá causar a morte de células nas folhas, fazendo aparecer necroses. Além disso, irá reduzir o crescimento do caule e terá diferentes efeitos de coloração nas folhas, fazendo com que as mais velhas fiquem com cor avermelhada, ao passo que as mais novas irão apresentar cores mais azuladas.

 

- Potássio (K):  o potássio auxilia no desenvolvimento radicular e atua na formação e amadurecimento dos frutos, além de ser indispensável para a síntese de açúcares e amido. Quando fornecido em quantidade ideal, esse nutriente auxilia na produtividade e qualidade do produto final, assim como o nitrogênio. Quando fornecido em quantidades insuficientes, as plantas irão apresentar redução de porte, clorose matizada das folhas, manchas necróticas e deformação de folhas, e tais sintomas deverão se apresentar primeiro em folhas mais velhas.

 

As técnicas de adubação na agricultura

 

          Na agricultura é comum a utilização de fertilizantes que fornecem quantidades específicas de cada nutriente, podendo ser químicos ou orgânicos. Os orgânicos são derivados de organismos vivos, com a disponibilização de nutrientes ocorrendo de forma gradativa conforme a decomposição da matéria orgânica. Já os químicos têm a disponibilização dos nutrientes de forma mais rápida, e sua sintetização é feita através de processos químicos que combinam sais de diferentes nutrientes. Vale lembrar que a utilização de químicos nas lavouras é uma prática recente, originada em meados do Século XX durante a Revolução Verde, possibilitando aumentos significativos de produtividade nos cultivos agrícolas, que antes recebiam apenas adubação orgânica.

 

          Podemos citar como exemplo de fertilizante orgânico o esterco de animais, que durante sua decomposição libera nutrientes gradativamente, especialmente o nitrogênio. Como exemplo de fertilizante químico, podemos citar o sulfato de amônio, que em sua composição possui 20% de nitrogênio e 22% de enxofre, ou seja, a cada tonelada de sulfato de amônio, o fertilizante irá liberar 200 kg de nitrogênio e 220 kg de enxofre.

 

Figura 3: Aplicação mecanizada de esterco bovino, um exemplo de adubo orgânico.

 

          É comum os adubos serem comercializados com fórmulas específicas que misturam diferentes moléculas com proporções conhecidas para fornecer a quantidade correta de cada nutriente ao cultivo em questão, pois diferentes plantas e solos irão demandar mais ou menos de cada substância. No geral, a quantidade de insumo aplicada nas plantações é idêntica para todas as regiões da lavoura e essa taxa é calculada com base em condições médias do solo e das plantas.

 

          No final do Século XX nasceu a Agricultura de Precisão, um conjunto de técnicas e metodologias que melhoraram significativamente a maneira como os nutrientes e corretivos de solo são distribuídos, possibilitando a distribuição espacial de demandas nutricionais na lavoura. Isto otimizou o aproveitamento de cada tonelada de fertilizante aplicado, uma vez que toda essa evolução foi acompanhada por novas gerações de maquinários agrícolas com altos níveis de automação e capacidade de receber mapas de taxa variável.

 

 Figura 4: Jacto Uniport 5030 NPK, equipamento autopropelido espalhador de insumos sólidos capaz de executar adubações mecanizadas utilizando taxa variável (fonte: Jacto).

 

          Grande parte das prescrições à taxa variável são geradas com amostragem georreferenciada de solo em diversos pontos do talhão, mas em outros casos, como o nitrogênio, o uso de amostragem de solo não se mostra eficaz. Isso ocorre devido ao seu ciclo no solo, que cria reações químicas e biológicas que alteram sua disponibilidade em poucas horas ou dias, demandando assim outras técnicas, como o Sensoriamento Remoto, para estimar teores de biomassa e clorofila e então criar mapas de recomendação de nitrogênio.

 

          A Auster Tecnologia é uma empresa pioneira na criação de metodologias viáveis para  a prescrição de nitrogênio à taxa variável. Nossas técnicas podem aumentar significativamente a lucratividade da lavoura de maneira simples e descomplicada. Se deseja saber mais, clique aqui e entre em contato conosco!

 

 Figura 5: Ureia agrícola, com 45% de concentração de nitrogênio, é um dos fertilizantes mais utilizados no mundo (fonte: Agrolink).

 

          Se deseja entender um pouco mais sobre o complexo uso da adubação nitrogenada nas lavouras, clique aqui e leia um artigo que escrevemos especificamente sobre o assunto.

 

          

 

 

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