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Os Enxames de Drones

22/01/2018

      Não é novidade que os fabricantes de drones estão desenvolvendo novas tecnologias em uma velocidade realmente impressionante, lançando novos produtos ou ferramentas a cada semana e mostrando que ainda estamos longe de conhecer os limites dessa tecnologia. Apesar da automação e aplicações para equipamentos individuais serem fascinantes, pode-se afirmar que uma das coisas mais incríveis e desafiadoras para os fabricantes ou pesquisadores da área é o voo em enxame. Para ficar mais claro: imagine não um ou dois, mas dezenas ou centenas de drones voando juntos em formação, trocando mensagens entre si e prontos para realizar os mais diversos tipos de missões.

 

      As aplicações mais comuns hoje são os shows aéreos com multirotores, onde diversas pequenas aeronaves, munidas de luzes coloridas ou geradores de fumaça, realizam uma "dança" nos céus para impressionar os expectadores. Em 2016 a Intel mostrou todo o potencial da ideia, quebrando o recorde mundial por realizar o show aéreo com o maior número de drones, evento que contou com nada menos que 500 aeronaves voando em sincronia e formando imagens impressionantes no céu.

 

 Vídeo 1: Show aéreo com quadricópteros da Intel.

 

 

      E como é de se esperar, existem diversos conceitos ou produtos em fase de teste para fins militares utilizando drones voando em enxame, e as aplicações vão muito além de diversão do público em eventos. Elas vão de pacíficas missões de espionagem e monitoramento aéreo até utilização em guerra eletrônica ou ataques suicidas,

 

      Um bom exemplo de drones que voam em enxame para fins militares é o programa LOCUST (LOw-Cost Unmanned aerial vehicle Swarming Technology), que se encontra em fase final de desenvolvimento pela Marinha dos Estados Unidos. Uma das grandes vantagens deste sistema é a relativa praticidade de operação (se compararmos a sistemas de aeronaves remotamente pilotadas mais complexos) e o baixo custo das aeronaves individuais. Quando preparados em terra para o lançamento, os drones têm suas asas dobradas para reduzir ainda mais seu tamanho, o que torna o sistema de lançamento das aeronaves muito semelhante a um lançador de foguetes.

 

Figura 1: Raytheon Coyote, aeronave utilizada no programa LOCUST.

 

 

    Pode-se dizer que esse conceito é eficiente pelo fato de que os sistemas para abater as pequenas aeronaves são muito mais caros que elas mesmas e isso inviabiliza as tentativas de neutralizar o LOCUST, pois mesmo que algumas aeronaves sejam abatidas, haverão outras perfeitamente operantes que deverão prosseguir normalmente com a missão. E mesmo que pareça inofensivo, o Raytheon Coyote, aeronave usada no programa LOCUST, é capaz de espionar, interceptar e bloquear sinais de telecomunicações, transportar minas ou granadas ou até mesmo se lançar diretamente contra o alvo. E quando esse sistema estará operante? A Marinha dos Estados Unidos estima que em 2025 o LOCUST entrará em serviço para ser utilizado em missões reais de combate.

 

 Vídeo 2: Funcionamento do LOCUST.

 

 

      Outro exemplo interessante é o é General Atomics Avenger, formalmente batizado de Predator C, sistema que podemos considerar o "estado da arte" em aeronaves remotamente pilotadas, pois além de trazer as funcionalidades dos seus antecessores Predator, Gray Eagle e Reaper, ainda conta com a possibilidade de uma única equipe em solo, que antes pilotava uma única aeronave, comandar mais de uma dezena de Avengers. Isso é possível graças ao alto nível de automação do sistema, que tem o poder de se organizar automaticamente para realizar a missão que recebe da equipe em solo. Além disso, conta com sistemas inéditos de ataque e autodefesa, o que inclui o uso de um laser de alta potência, capaz de danificar sistemas de telecomunicações ou detonar cabeçar de mísseis em pleno voo.

 

 Vídeo 3: Produção da General Atomics que apresenta a tecnologia do Avenger.

 

 

      No geral, uma das características mais importantes em qualquer sistema de drones que voam em enxame é o fato de que os operadores não precisam comandar aeronaves individuais, pois nesse caso, a missão é passada e os próprios drones são capazes de se organizar entre si para realizar a missão.

 

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